Fundos, Bancos e Corretoras: O Quem é Quem do Mercado Financeiro

Bernardo Barroso 30/08/2018


Bancos, fundos, corretoras, brokers, buy side, sell side, exchanges. O mercado financeiro é cheio de termos pouco explicativos. Esses, por acaso são agentes que atuam em conjunto para garantir o funcionamento do sistema financeiro internacional. É fácil se confundir nesse mar de nomes frequentemente confusos. Portanto, é interessante fazer um breve quem é quem para entender o papel dos principais agentes desse sistema complexo em vigor hoje. Faz-se aqui uma tentativa de traduzir a linguagem do mercado para um português simples.



O mercado é dividido em dois grandes grupos, o buy side e o sell side. O sell side é formado por instituições que estão envolvidas na criação, promoção e venda de ativos financeiros. Esses podem ser ações, bonds, debentures, derivativos, dentre outros. O sell side é a casa dos market makers, que como o próprio nome sugere, criam e organizam um mercado para algum ativo em particular, isso é explicado em mais detalhe abaixo. O principal membro do sell side é o banco de investimento. Os bancos têm o papel de providenciar consultoria para clientes em fusões e aquisições, facilitar sua emissão de dívidas ou abertura de capital, ser um market maker e providenciar material de pesquisa para seus clientes. É importante entender que existem bancos que fornecem diversos outros serviços, mas esses são os necessários. Por exemplo, quando uma empresa grande deseja emitir uma dívida, ele recorre a um banco que os ajuda no cálculo de juros razoáveis, na procura de compradores para essa dívida e na venda desse título.


Um maior exemplo de banco de investimento brasileiro é o Banco BTG Pactual. O BTG oferece todos os serviços mencionados acima. No entanto, serve também diversos outros propósitos como wealth management, asset management, possui a própria corretora, dentre vários outros. Como a grande maioria dos players do sell side, ele é maior e mais complexo do que os players do buy side.


Outro player importante nesse setor do mercado são as corretoras. As corretoras são instituições que intermedeiam as transações na bolsa. Elas executam as ordens na bolsa a mando de seus clientes. Corretoras podem ser empresas independentes, mas com frequência são subsidiárias de bancos de investimento.


A XP Investimentos, por sua vez, é uma das grandes corretoras do Brasil. Mesmo prestando diversos outros serviços, sua formação é aquela de uma corretora. Nela, clientes podem comprar e vender ativos financeiros ou investir em títulos públicos ou fundos de investimento.


O buy side, por sua vez, é o braço do mercado que compra e investe em ativos com o propósito de administração de capital. Os principais players desse lado da moeda são as asset management companies (AMCs), os fundos de hedge (HFs) e as empresas de private equity (PEs). Esses agentes servem o propósito de administrar o dinheiro de seus clientes operando ativos do mercado. As semelhanças nesse caso são muito maiores do que as diferenças, portanto.


As AMCs servem o propósito de administrar o capital de seus clientes atuando no mercado. Seu propósito é fazer o dinheiro investido render o máximo possível, levando em conta os riscos timing e necessidades de cada cliente. Esses ganham seu dinheiro cobrando taxas sobre seu rendimento e da administração do patrimônio.


Os hedgefunds, tem o mesmo objetivo das AMCs. No entanto, as características de sua filosofia de investimento têm o objetivo de diminuir os seus riscos através de hedges, que são uma forma de seguro contra falhas em sua estratégia principal. Os HFs lucram da mesma maneira das AMCs.


As empresas de private equity, servem o mesmo propósito das duas anteriores. No entanto, o foco desses agentes é em empresas que não tem o capital aberto. Ou seja, investimentos em empresas que não possuem ações na bolsa.


As exchanges são outro agente importante do mercado. Essas, nada mais são do que a bolsa em si. É o lugar onde são reunidos os compradores e vendedores de cada ativo. O exchange faz esse link.


O mercado financeiro tem uma linguagem própria. Ela é frequentemente pouco clara e raramente explicativa. A quantidade de termos faz seu funcionamento parecer mais complexo que é. Fez-se uma tentativa de deixar o mais claro possível quem é quem nesse sistema, explicando suas funções e objetivos, com a esperança de que essa tradução torne mais fácil a sua compreensão.